O Peru é demais! E é logo ali.

As belezas do país vão muito além de Machu Picchu e incluem praias, montanhas, floresta amazônica e desertos de tirar o fôlego.

La Hermosa Habana

Corra para Cuba! Ainda é possível experimentar um pouquinho do regime dos irmãos Castro e, de quebra, apreciar a boemia de Havana.

Marrocos

Ame-o ou odeie-o.

Islândia

Isolamento, natureza exuberante e clima inóspito, no extremo do planeta.

Portugal, pequeno e encantador.

Uma viagem pela história, paisagens, cultura e sabores de nossos parentes europeus.

28 de mar. de 2014

Primeira parada, Bangkok: impressões e dicas práticas

Sempre que pensava em ir para a Ásia, o primeiro lugar que me vinha à cabeça era Bangkok. Havia muito tempo que eu era louca para conhecer a cidade, só não sabia exatamente porquê. São esses sonhos doidos de viagem, muitas vezes sem fundamento, nos quais colocamos uma coisa na cabeça e pronto, nada mais tira.
Imaginava Bangkok como uma Nova York ou Londres asiática e como apaixonada por metrópoles cosmopolitas como essas tinha certeza que ira amar a capital tailandesa. Mas a verdade é que, embora não tivesse muita noção sobre o que iria encontrar por lá, o que eu encontrei não foi bem o que eu esperava. Talvez Bangkok até seja a Nova York asiática, mas, como tal, tem suas excentricidades.
É que, apesar de contar com uma área super moderna, Bangkok não se destacou, ao menos para mim, pelos seus ares de megalópole. O que encontrei de melhor na cidade foi justamente o seu lado histórico e religioso, que em nada se assemelha com a modernidade que eu esperava encontrar. E, apesar dos muitos momentos de clímax proporcionados pela cidade, não me encantei perdidamente pela capital da Tailândia.
Uma das vistas  mais agradáveis de Bangkok, na beira do rio, com seus prédios modernos ao fundo
De fato é uma cidade meio louca, como todo mundo imagina, caótica, como sempre ouvimos falar, e enorme, como já era de se esperar. Mas é também uma cidade quente demais, com o trânsito terrível demais, um tanto suja e, pra ser bem sincera, feia.
Sem se prestar atenção aos detalhes, Bangkok é apenas uma cidade grande
Isso não quer dizer que Bangkok não mereça nossa visita. Muito pelo contrário, seu lado louco e religioso são, por puro paradoxo, motivos mais do que suficientes para colocá-la no topo de qualquer lista de destinos essenciais. Seus templos budistas são verdadeiro oásis de beleza indescritível em meio ao caos da cidade. E vale dizer: não me apaixonei por Bangkok, mas foi em Bangkok que me apaixonei pela Ásia.

Monges dividem a rua com motos no trânsito caótico de Bangkok: e viva o paradoxo
Os templos da cidade são locais de beleza e tranquilidade e se destacam em meio à paisagem feia e cinza da cidade


Foram cinco dias inteiros na cidade, que considero suficientes para conhecer o essencial. Em um dos dias fizemos um tour para Ayutthaya (que depois eu conto como foi) e nos outros quatro exploramos os templos da capital e suas áreas mais modernas. Optamos por não fazer nenhum outro tour, por dois motivos: achávamos que precisávamos de pelo menos quatro dias na cidade e os principais passeios pelas redondezas da capital não nos atraíram. Já iríamos ver uma cachoeira belíssima e andar de elefante no Laos, motivo pelo qual riscamos o Erawan Parque do roteiro. Sobre o Tiger Temple, já iríamos no Tiger Kingdom, em Chiang Mai, onde, segundo li, os tigres são melhor tratados. Por fim, sobre o mercado flutuante, ouvimos dizer que era turístico demais e um tanto quanto fake, então achamos que não valeria a pena.
Em quatro dias fiz basicamente tudo o que gostaria, tirando a ida a um Sky Bar, que deixei para o último dia e não consegui ir. Meus amigos foram e tiraram fotos maravilhosas, então recomendo que vocês não façam como eu. Acho que vale muito a pena, por mais caro que seja comer ou beber qualquer coisa nesse tipo de bar. Enfim, ficou um bom motivo para voltar.
A questão fundamental em Bangkok é que lá não dá para fazer turismo no mesmo ritmo que se faz em outros lugares, a não ser que se contrate um desses day tours, que definitivamente não são a minha praia. É que embora a maioria das atrações esteja concentrada em uma área da cidade, as distâncias não são curtas e os meios de transporte públicos não são lá essas coisas. Eu amo andar, pois acho que é a melhor forma de conhecer um lugar, e estando hospedado próximo à Khao San Road, a famosa rua dos mochileiros, dá para conhecer praticamente tudo caminhando, como eu fiz. O problema é que a cidade é quente demais (e olha que eu fui no inverno), o que torna impossível andar o dia todo no ritmo que estou acostumada. Além do mais, em Bangkok parava todos os dias para almoçar e jantar. Não costumo ter esse hábito, mas amo tanto comida tailandesa que queria experimentar a maior quantidade possível de pratos em apenas duas semanas. Resultado: voltei ainda mais apaixonada pela comida de lá!
Os táxis em Bangkok são uma boa alternativa de transporte, pois não são caros. Mas para isso é preciso negociar o preço antes, sendo que o valor inicial sugerido pelo motorista sempre pode ser diminuído. Uma única vez pegamos um motorista que topou ligar o taxímetro e só aí percebemos que táxi na cidade é ainda mais barato do que vínhamos pagando e que estávamos sendo extorquidos pelos motoristas em todas as nossas corridas. Mas não tem jeito, é assim e pronto. 

Logo na chegada tivemos a "sorte"de pegar um motorista golpista. Saímos do aeroporto de trem até a estação mais próxima do nosso hotel, mas como não era tão próximo assim, precisamos pegar um táxi. O motorista disse que rodaria no taxímetro, mas no meio da corrida simulou que o aparelho havia quebrado. Deu inclusive uns tapinhas para mostrar que estava engajado em consertá-lo, o que não foi nada convincente. Resultado: ficamos putos da vida, mas pagamos R$20,00 por uma corrida que valia R$10,00. Ou seja, muito mais chato pela situação do que pelo prejuízo financeiro em si. Mas tirando esse malandro que logo de cara fez a gente maldizer o país inteiro, não tivemos mais nenhuma situação de tentativa de golpe, tirando, é claro, os clássicos golpes do templo fechado e do Tuc Tuc, que acontecem em 100% das vezes, mas que todo mundo já sabe e passa ileso.
Com o Tuc Tuc é assim: ele sempre vai te oferecer um preço ridiculamente barato para te levar aonde você quer, mas ele sempre vai parar em lojas no caminho. Você pode até dizer "no stop" ou “directly” e ele até vai te levar. Mas o preço cobrado será absurdo, quase o dobro do que o de um táxi comum. Por essas e outras só andei de Tuc Tuc uma vez. Ta aí o registro.


Já o golpe do templo fechado é tão batido que um auto-falante anuncia minuto a minuto nas redondezas do Grande Palácio: o museu está sempre aberto, sempre! Concluindo, tratam-se apenas de golpes inofensivos, que obviamente chateiam, mas não chegam a atrapalhar a viagem. Eu particularmente não me senti insegura em nenhum momento, em nenhuma das cidades que visitei na Indochina.
Voltando ao assunto dos transportes, o único problema de andar muito de táxi por Bangkok é o seu trânsito sempre infernal, Em um dia tivemos que parar em um lugar para jantar para ver se o engarrafamento diminuía, de tão parado que estava. Mas para alguns lugares é inevitável passar por isso, principalmente porque o metrô não chega na região dos templos. Ou seja, impossível fazer tudo de metrô, assim como é impossível fazer tudo a pé, já que a cidade é gigantesca. Quanto aos ônibus, não andamos, porque como estávamos em uma turma de sete pessoas sempre valia mais a pena pegar um táxi.
Sobre hospedagem, existem diversas opções, tanto na área dos hotéis mais modernos como na área da Khao San Road. Optei por ficar na segunda, porque dá para conhecer quase todos os templos a pé e porque dá para conhecer bem a noite da região sem deslocamentos. Tudo bem que a noite não é lá essas coisas, mas é no mínimo divertida. Gostei bastante de ficar hospedada ali, em meio a toda aquela loucura.
Os luminosos revelam tudo o que a Khao San tem a oferecer
Meu hotel ficava exatamente na Khao San, o que foi ótimo, mas poderia ter sido uma tortura. Como nosso quarto não dava de frente para a rua, o barulho era mínimo. Mas caso não fosse assim, seria absolutamente impossível dormir lá. Portanto, se vai ficar na Khao San Road, é essencial pegar um quarto dos fundos. 
Vista do corredor do hotel, no meio do agito barulhento da Khao San
A segunda desvantagem dessa localização é que a rua amanhece sempre MUITO suja. Portanto, se você prefere lugares mais limpinhos, fuja! 

Em compensação, estando na Khao San você estará perto dos templos e de muitos bares, restaurantes e casas de massagem, principalmente na Rambuttri Street, paralela à Khao San, onde os lugares são super arrumadinhos e agradáveis. Eu amei ficar ali e também gostei muito do meu hotel. 
Buda gigante em um bar próximo à Khao San Road
Bar super arrumadinho na Rambuttri St.
Casas de massagem não faltam nessa região. Ótimo para relaxar após caminhar o dia todo pela cidade
Ficamos no  Dang Derm, um hotel bem grandinho no coração da Khao San Road. Os quartos eram amplos e com decoração bem bacana. A cama era no chão e o banheiro todo de madeira. O único porém é que não havia cortina no chuveiro, mas isso é padrão na Ásia. O atendimento era bom e havia uma piscina linda e super gostosa na cobertura do prédio. E acredite: em Bangkok, uma piscina é quase um item de necessidade básica. O café da manhã do hotel é terrível, mas é possível pagar um preço mais baixo pela diária sem a refeição incluída. A localização é excelente e o que não faltam são lugares muito próximos ao hotel para fazer todas as refeições, incluindo o café da manhã, por um preço muito razoável. 
A piscina do hotel, perfeita para se refrescar após caminhar no calor de Bangkok
Falando em preços, esse é o ponto alto da viagem à Indochina, incluindo Bangkok. Tudo por lá é ridiculamente barato, incluindo comida, hospedagem, transporte e todo tipo de serviço. Isso faz com que seja possível fazer praticamente tudo o que temos vontade sem aquela preocupação chata com o dinheiro que sempre nos ronda a cabeça quando estamos, por exemplo, na Europa. E quando digo barato, é barato mesmo. Chegamos a pagar menos de R$5,00 em um prato principal em um restaurante e as diárias de hotéis bem arrumados, com piscina e café da manhã, chegavam a U$30,00 o casal. É por essas e outras que dá pra ser muito feliz nesse cantinho do planeta.

Para comer, Bangkok é um lugar mágico. Lá você encontra de tudo, desde comidas de rua até o trigésimo segundo melhor restaurante do mundo e primeiro da Ásia, o Nahm, especializado em autêntica comida tailandesa. O preço é salgado para os padrões de lá, mas não muito se comparado ao Brasil.
O excêntrico cardápio de sobremesas do Nahm
E nossa escolha: sopa doce de macarrão e arroz na água de castanhas com tapioca (sim, tapioca, super comum por lá) e creme de coco
Na rua e nos muitos restaurantes espalhados pela cidade dá pra comer espetinho de escorpião ou de grilo e dá para se deliciar com o melhor da super apimentada comida tailandesa. Eu amei a culinária de toda a região e me orgulho de em 27 dias de viagem pela Ásia não ter almoçado ou jantado uma única refeição ocidental. Na Rambuttri Street tem vários restaurantes agradáveis, como o Green House, que conta ainda com uma ótima agência de turismo. Mas cuidado: sempre que no cardápio constar a expressão hot spicy pode ser que o prato seja "incomível", como aconteceu com a thai papaya salad. No mais, vale se deliciar com os currys, pad thais e molhos agridoces, que, acompanhados daquele arroz empapado, fazem da culinária tailandesa uma das mais amadas do mundo.
Vai um grilo frito aí?
Pode ser também escorpião...

Ou fique a contade para escolher: larvas, baratas, bicho da seda entre outras... delícias! 
Para a sobremesa, picolé de feijão...
... ou arroz com inhame.
No próximo post eu conto tudo o que fizemos em Bangkok, incluindo os momentos boquiabertos face à beleza dos templos budistas e às loucuras da cidade.

 - Como chegar em Bangkok: Voamos para Bangkok com uma combinação de voos da TAP e da Thai. O serviço da TAP está cada vez pior e na Thai, embora a comida seja ótima, as aeromoças sejam muito simpáticas e o avião seja lindo, suas cadeiras coloridas são ainda mais apertadas que o normal, o que rende uma viagem bastante desconfortável. Na próxima ida para a Ásia vou testar a American Airlines, embora minha vontade real fosse de ir pelo Oriente Médio, experimentar uma das melhores companhias aéreas do mundo. 
Thai Arways: a comida boa não compensa
Fizemos a viagem de ida e de volta direto, ou seja, apenas com as paradas das escalas. Não recomendo, pois foi extremamente cansativo, principalmente na volta. Ficar um ou dois dias na Europa, EUA ou Oriente Médio é excelente para esticar as pernas e ir se acostumando ao fuso para que o jet lag não seja tão cruel.






23 de mar. de 2014

Ásia

Ir para a Ásia sempre foi um sonho, mas de uns tempos para cá havia se tornado uma necessidade como viajante.
Sempre amei viajar, o que significa gostar de ir para qualquer lugar. Realmente acredito que todo destino valha a pena, ainda que seja para no fim dizer que não gostei. É que somente estando lá podemos tirar essa conclusão e mesmo que o lugar não seja lá essas coisas, ele sempre terá algo para nos mostrar e ensinar.
Mas existem lugares que despertam um algo mais. E por mais que eu ame as cidades medievais europeias e os grandes centros urbanos ocidentais, é nos lugares mais afastados da minha cultura e da minha realidade que encontro o maior êxtase em viajar. Foi assim com o mundo árabe, foi assim com as paisagens nórdicas, foi assim com o Peru e com Cuba... E era exatamente isso que eu esperava da Ásia. Foi também exatamente isso que eu encontrei.
Embora concentre boa parte da população mundial, fato que por si só o torna um destino obrigatório, o oriente é bastante desconhecido pelos ocidentais, o que se justifica pelas enormes distâncias que nos separam: distâncias geográficas, físicas, religiosas e culturais, entre tantas outras. Isso faz com o que o oriente seja um mundo completamente novo, onde nos sentimos verdadeiramente estrangeiros, mesmo em um planeta tão globalizado. E os olhinhos puxados não deixam dúvidas: na Ásia, os estranhos somos nós.
Aliás, nesse ponto a Ásia nos dá um verdadeiro soco no estômago e nos faz questionar nossa visão limitada sobre nosso modo de vida, que acreditamos ser um padrão universal. Basta folhear as revistas de turismo para encontrarmos a definição dos países orientais como destinos de viagem: exóticos. É no mínimo arrogante consideramos como exótico o lugar que abriga mais de 60% da população mundial. É preciso cair na real: diferentes somos nós.
Vivenciar esse mundo novo foi uma das experiências mais enriquecedoras que já tive, me permitiu ampliar verdadeiramente meus horizontes e enxergar o mundo além da minha realidade tão limitada.
A Indochina, assim como o ocidente, está cheia de cidades enormes e super povoadas, que no entanto parecem ainda mais caóticas e enlouquecedoras. Para os padrões ocidentais, tudo pode parecer sujo demais, pobre demais e cheio demais. Portanto, o primeiro passo para ser feliz por lá é esquecer os padrões. Somente com a mente e a alma abertas será possível absorver tudo o que esse canto do planeta tem a oferecer. E isso não é pouco.
Em um mês de viagem: comi escorpião; chorei comendo hot spicy salad; assisti a um show de pompoarismo; fiz massagens diárias nos pés; assisti três dos quatro mais belos pores do sol da minha vida; vi templos cheios de ouro, pedras coloridas e brilho e vi casas habitadas de 12m²; aprendi sobre a história da Tailândia, do Vietnam, do Laos e do Camboja; vi praias com água azul turquesa e paisagens dramáticas de tirar o fôlego; mergulhei com tubarões e peixes supercoloridos que parecem ter saído de um desenho animado; vi pessoas pulando corda de fogo enquanto enchiam a cara com drinks servidos em baldinhos de praia; abracei tigres; vi mulheres girafas; aprendi a fazer comida tailandesa e a amar curry, leite de coco, tamarindo e pimenta; vivenciei diariamente uma religião da qual não conhecia absolutamente nada, visitei dezenas de templos indescritivelmente bonitos, fui benzida por um monge, bati-papo com outros dois que queriam treinar seu inglês e aprendi que, no budismo quando, fazemos algo errado somos nós mesmos quem devemos nos perdoar; acordei as quatro da manhã para ver centenas de monges com roupas laranja pedindo comida nas ruas de Luang Prabang, um dos rituais mais belos do mundo; andei de elefante, tomei banho com um elefante e me encantei pelo olhar dócil dos elefantes; nadei em uma cachoeira gelada com a água mais azul que já vi na vida; vi ursos asiáticos em pé; jantei em um restaurante que servia carne de cachorro; conheci uma baía de água verde esmeralda com milhares de pequenas ilhas que mais parece o paraíso; atravessei a rua em Hanoi (e só quem conhece Hanoi sabe o que isso significa); comi na rua; comi em mercados; comi no 32º melhor restaurante do mundo; comi enguia e caramujo de jardim sentada em um banco de plástico infantil em uma esquina movimentada de uma cidade de oito milhões de habitantes; bebi café com ovo; jantei assistindo um gato comer um rato na cozinha do restaurante; pesquei (ou melhor, tentei pescar) a lula servida fresca no almoço do dia seguinte; me impressionei com a conservação da múmia de Ho Chi Min; fiz roupas sob medida com costureiras vietnamitas; andei pelas ruas iluminadas pelas lanternas coloridas de Hoi An; vi pessoas carregando “uma casa” na garupa de uma moto; conheci o sorriso de um cambojano e percebi que a vida pode ser muito mais simples do que imaginamos; conheci uma das maiores obras da humanidade e me impressionei com tudo em Angkor; experimentei durian, a fruta mais fedorenta que se pode imaginar; quase morri de calor em Bangkok, Luang Prabang e Sien Reap; tomei picolé de feijão; tomei picolé de arroz; descobri que em tailandês “sorry” é “soly”, porque eles trocam o “r” pelo “l”, exatamente igual ao cebolinha, e que em laociano “oi” se diz “sabaidee” e que isso soa como música para os ouvidos; ouvi o canto dos monges; ouvi o batuque dos monges; assisti ao almoço dos monges e percebi que naquele canto distante do planeta as pessoas são sorridentes, alegres, gentis e hospitaleiras.
Enfim, na Ásia vivi em um mês a experiência de uma vida e descobri que o mundo todo se une por um sorriso. Também reforcei uma certeza que já tinha: por mais diferente que possamos ser, buscamos todos exatamente a mesma coisa. Ou, como eles dizem por lá: “Same same... but different.”


 

13 de mar. de 2014

Milos - Uma ilha grega com praias paradisíacas

Hoje temos a honra de ter no blog um post da Fabiane Gama, dona do IG @loucosporviagem, sucesso absoluto com suas fotos lindíssimas e super coloridas. A Fabi é uma carioca super simpática que assim como nós ama viajar e elegeu a Grécia como seu país favorito. Eu ainda não conheço, mas as fotos do @loucosporviagem foram tão inspiradoras que já comecei a programar minha viagem para lá. Esse post é sobre a ilha de Milos, que com certeza estará presente no meu roteiro. Fique a vontade para se inspirar, mas não continue a ler caso você não queira se apaixonar por esse lugar.


"A Grécia é o meu país preferido no mundo! Um verdadeiro sonho de verão! Possui praias perfeitas, vilarejos charmosos, acervos milenares, ruínas, sítios arqueológicos, deliciosa comida mediterrânea e cada pôr do sol de fazer qualquer um delirar! Não é à toa que a Grécia é a terra dos Deuses! 
A ilha de Milos é mundialmente  conhecida  porque lá foi encontrada uma estátua de Afrodite, a “Vênus de Milo”, que hoje por ser vista no Museu do Louvre em Paris.
Milos é uma ilha vulcânica situada no arquipélago das Cíclades, no Mar Egeu. É possível chegar até lá de avião (45 minutos de voo) a partir de Atenas por meio das companhias aéreas Olympic Air e Aegean AirTambém é fácil chegar na ilha de ferry, a apenas 3 horas de distância de Atenas. Para conferir os horários acesse www.ferries.gr.
Para quem pensa em visitar as ilhas de Mykonos e Santorini é uma ótima ideia encaixar no roteiro essa ilha repleta de praias paradisíacas. Para mim e para o meu marido, é onde ficam  as praias mais bonitas das cíclades!
O porto principal fica no vilarejo de Adamas, onde nós nos hospedamos. Ficamos no Hotel Santa Maria, que tem uma ótima localização, bela vista e deliciosa piscina. Os donos são muito atenciosos e fecharam o aluguel do carro para gente e também nos deram um mapa da ilha indicando as melhores praias. 



O aluguel do carro é essencial para explorar bem a ilha, que tem como grande atração as belas praias! Recomendo passar em um mercado ou padaria antes de seguir para as praias. Melhor levar um lanchinho para a hora da fome. 
Abaixo um mapinha com as praias da ilha para que vocês possam acompanhar melhor a localização das praias das quais falarei em seguida  (o porto da ilha, em Adamas, fica onde está a praia de Lagada).
Fonte: http://www.milos-island.info/en/paralies02.htm 
Um dos destaques da ilha é a praia de Sarakiniko, que mais parece uma paisagem lunar. Lindíssima e imperdível!! É uma praia com uma beleza peculiar! Uma das mais fotografadas da Grécia! 





Outra praia, meio escondida, mas que vale a pena para um mergulho, é a Papafragas. 
A praia Agios Konstantinos foi uma das que mais gostamos!  Simplesmente deserta e maravilhosa! Foi indicação do dono do nosso hotel. Super dica! Fica entre a Sarakiniko e a Papafragas. Que mar é esse? 



Outra parada obrigatória em Milos é fazer o passeio de barco para Kleftiko, formações rochosas belíssimas em meio ao mar transparente!!! Nós optamos por fazer um passeio de catamarã no www.sailcatgreece.com , um pouco mais caro (40,00 euros por pessoa com almoço incluído), porém muito mais privê do que um passeio de barco normal. Éramos apenas nós dois e mais duas canadenses, pois um grupo de 6 pessoas não chegou a tempo para o embarque. Uma pena para eles, sorte nossa! Kleftiko significa ‘esconderijo de ladrões’. Dizem que era ali que os piratas se escondiam, tendo em vista as inúmeras cavernas na região. 




Uma das praias mais famosas de Milos é a Tsigrado. No entanto, o acesso à praia é meio complicado e arriscado, sendo necessário o uso de uma corda. Bem, com tanta praia linda na ilha de fácil acesso, não animamos de encarar a cordinha. Vimos a praia do alto (bem bonita) e seguimos para um mergulho na sua vizinha (de fácil acesso) Firiplaka. 
Outra praia belíssima indicada pelo dono do hotel que nós amamos foi a Firopotamos. Uma enseada de águas calmas e cristalinas. Como a praia é cercada por montanhas, do alto delas se tem uma vista super privilegiada! 



Outro passeio em Milos é assistir ao por do sol no bairro de Plaka, que fica no alto de uma colina, com um super visual do mar! Plaka é aquele vilarejo tipicamente grego,  com suas casinhas brancas e igrejinhas, tavernas e restaurantes ao ar livre, tudo muito florido! Um charme!! 






Mandrakia é um vilarejo de pescadores bem pequenino, cheio de barquinhos de pesca e muitos polvos pendurados em corda secando no sol! Uma cena que é a cara da Grécia!



Outra atração da ilha é o Museu Arqueológico. Na entrada há uma cópia da Vênus de Milo.
O ideal para conhecer a ilha são, no mínimo, 3 dias, sendo que se você quiser curtir mais e descansar bastante, pode ficar até 5 dias, pois são tantas praias lindas que é impossível enjoar.
Dali você pode seguir viagem para Santorini ou Mykonos, ou quem sabe, antes dar uma paradinha de 2 dias na belíssima Folegandros, que fica a 40 minutos da ilha de Milos.
Depois de visitar a Grécia pela primeira vez, descobrimos que existe muito mais do que Santorini e Mykonos por lá! As ilhas gregas são diferentes umas das outras. Cada uma tem sua própria magia! Elas se complementam! Minha dica é: arrisque! Fuja do basicão! Você não vai se arrepender! 
O período ideal para se visitar as ilhas gregas é da segunda quinzena de maio até o final de setembro, lembrando que deve-se evitar o mês de agosto por ser período de férias na Europa. As três vezes que visitamos o país foram no mês de junho, que eu considero perfeito! Dias belíssimos de sol, calor, pouco vento (no segundo semestre venta mais), praias tranquilas, pois ainda não é altíssima temporada. Sempre deixamos a Grécia com gostinho de quero mais e com a certeza de que um dia a gente volta!"

Por Fabiane F. Gama

Carioca, viciada em viagem e em fotografia, já carimbou o passaporte em 45 países. Comanda o perfil no instagram @loucosporviagem , onde compartilha fotos e dicas dos belos lugares por onde já passou.