O Peru é demais! E é logo ali.

As belezas do país vão muito além de Machu Picchu e incluem praias, montanhas, floresta amazônica e desertos de tirar o fôlego.

La Hermosa Habana

Corra para Cuba! Ainda é possível experimentar um pouquinho do regime dos irmãos Castro e, de quebra, apreciar a boemia de Havana.

Marrocos

Ame-o ou odeie-o.

Islândia

Isolamento, natureza exuberante e clima inóspito, no extremo do planeta.

Portugal, pequeno e encantador.

Uma viagem pela história, paisagens, cultura e sabores de nossos parentes europeus.

7 de fev de 2014

Por que eu amo viajar?


E enfim chegou o grande dia. A viagem que vinha sendo programada há meses e sonhada há anos vai então se tornar realidade.
Sinto-me mais uma vez invadida por todos os deliciosos sentimentos e sensações que uma viagem provoca em mim.
E isso me fez lembrar de uma pergunta que frequentemente me martela a cabeça: afinal, por que eu amo viajar?
Tentei por diversas vezes fazer um texto para o blog que respondesse de maneira objetiva a essa pergunta, mas as palavras certas nunca me encontraram.
Mas hoje, invadida por essas sensações, sei exatamente o que me move.
É justamente esse frio na barriga, essa expectativa, essa ansiedade provocada pela "primeira vez". É isso, sou uma eterna apaixonada por primeiras vezes. E viajar sempre me proporciona algo novo. 
Certa vez li que as pessoas gostam de viajar porque uma viagem não se guarda na gaveta, não se possui. Você vai lá, vive, e volta. E por mais que queira viver tudo aquilo de novo, nunca mais viverá. Podemos até viajar de novo, para o mesmo lugar. Mas a viagem, nunca será a mesma.
Deve ser por isso que mesmo depois de conhecer 41 países, a expectativa pelo próximo destino a ser descoberto é exatamente a mesma que senti aos 12 anos de idade, quando saí do Brasil pela primeira vez rumo a Nova York, para passar apenas quatro dias acompanhada da minha mãe.
Naquela época tudo foi um grande sonho, e 17 anos depois me lembro com exatidão de cada detalhe, de cada cheiro, de cada sensação... e desse delicioso frio na barriga que não deixa de me acompanhar a cada partida.
É exatamente como disse Fernando Pessoa, no poema que hoje trago tatuado nas costas: "Sinto-me nascido a cada momento para a eterna novidade do Mundo...”
Quando viajo, e um mundo completamente novo se abre diante de mim, sinto-me exatamente como se tivesse renascido. A expectativa e a curiosidade são como a expectativa e a curiosidade de uma criança. E como é bom voltar a sentir como uma criança. Tudo é mais intenso, mais mágico, mais forte.
E mesmo quando eu volto, essa nova criança não fica para trás. Ela se soma àquilo que sou e me faz querer viajar cada vez mais.
E é por isso que hoje eu parto mais uma vez, em busca de mais um sonho.
Vou ali, do outro lado do mundo, renascer. Vou também em busca de autoconhecimento. Porque é fora do meu contexto que eu melhor me encontro, que eu melhor me reconheço e melhor me compreendo. Longe de tudo, perto apenas de mim e do mundo. Esse mundo gigante, que tem tanto a oferecer e que desperta em mim os meus melhores sentimentos.
E deixo vocês com Fernando Pessoa, porque com as palavras, ele brinca melhor do que ninguém.
"O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer, 
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo..."