14 de jan. de 2014

Riga, a mais vibrante capital do Leste Europeu

Já falei aqui, que quando decidi visitar os Bálticos era atrás de Tallinn que eu estava indo. Mas quem realmente me pegou de jeito foi Riga, a capital da Letônia. Riga é linda, diferente, surpreendente e vibrante. Saí de lá completamente apaixonada pela cidade.
Talvez tenha sido sorte, mas o clima estava ótimo, o céu azul e as pessoas lotavam as ruas. Aliás, a rua estava em festa devido a um inusitado evento: o festival da cenoura. Isso mesmo, cenoura! Para todos os lados se viam esculturas feitas de cenoura, enfeites feitos de cenoura e pessoas vestidas de... cenoura! 




Não sei a importância da cenoura para os letões, só sei que a festa, que a princípio pareceu bastante surreal, transformou nosso despretensioso fim de semana em Riga em pura alegria. E a verdade é que Riga é uma cidade tão diferente, com arquitetura tão única, que as inusitadas cenouras acabaram se harmonizando perfeitamente com o ambiente da cidade.
Além das cenouras, todo o centro antigo estava lotado de feiras, palcos com shows de música e danças típicas, atividades infantis e gente, muita gente. As ruas estavam transbordando de locais e turistas, todos em festa, celebrando a vida (e as cenouras)!






Isso seria suficiente para eu ter me apaixonado pela cidade, mas o que Riga oferece vai muito além.
Considerada a cidade mais cosmopolita dos Bálticos, Riga tem um centro histórico incrível, museus, uma infinidade de bares, cafés e restaurantes e uma arquitetura riquíssima, como nunca vi em nenhum outro lugar. Há uma mistura inusitada de edifícios medievais, renascentistas e art nouveau. Essa riqueza de estilos faz com que a arquitetura seja a grande atração da cidade. É tanta mistura, tanta coisa diferente, o velho e o novo, o antigo e o moderno, tudo convivendo em tão perfeita harmonia, que a cidade parece de brinquedo.


Alguns dos muitos prédios super diferentes de Riga
O detalhe da inusitada edificação
Riga é a maior cidade dos países bálticos, consequência de sua posição histórica como centro mercantil do conjunto de países. Contudo, a grande maioria de suas atrações está concentrada na cidade velha e adjacências. Isso faz com que a melhor forma de passear pela cidade seja caminhando.
Fora dos limites da cidade antiga, mas bem próximo a ela, vale visitar o mercado central e a esplendorosa catedral ortodoxa, com suas cúpulas douradas reluzentes e seu interior riquíssimo. 



Já falei aqui sobre meu encantamento por essas igrejas, mas vou guardar maiores detalhes para quando fizer os posts sobre a Rússia.
Depois da visitar a catedral e antes de entrar na cidade velha, vale dar uma volta e se perder pelos parques que cercam a região, como o Bastejkalns e o Vérmanes. 



Riga, aliás, é cheia de parques, muito arborizados e bem cuidados, que dão um ar bucólico à cidade. Dá para andar de barco em seus córregos, parar para observar a cidade ou simplesmente caminhar sem rumo. Estive lá no início do outono, quando as árvores começavam a ficar laranja. Acho que é a melhor época para conhecer esse canto do mundo.


Dentro da cidade velha, atração é o que não falta. Existem muitos museus, mas essa parte eu sempre pulo. Bem próxima ao rio, nos limites da cidade velha, está a Praça da Prefeitura, o grande cartão postal da cidade. A praça é simplesmente espetacular. O conjunto formado pela Casa dos Cabeças Pretas, pela enorme torre da Igreja de São Pedro e pelos edifícios que contornam a praça é perfeito. Algo que nenhuma fotografia é capaz de reproduzir.
A Praça da Prefeitura
A Casa dos Cabeças Pretas, o maior cartão postal da cidade
Os belos detalhes da porta do edifício
Um bom passeio é subir no alto da torre da igreja de São Pedro, para ter uma bela vista da cidade.
Na margem do Rio, para quem curte história, está o museu da Ocupação da Letônia, que pareceu bastante interessante e da ponte que cruza para a área moderna é possível avistar a versão letã da Torre Eiffel.



Mais para dentro da cidade velha está o Parlamento e o Castelo de Riga, a Torre de Pólvora e os famosos prédios Três Irmãos. 



Os três irmãos retratam três estilos arquitetônicos diferentes: o branco é a construção de pedra mais antiga da cidade datada do século XV. A casa verde foi construída no século XVIII e a outra, que hoje abriga o museu da arquitetura, no século XIX. Os três, em perfeita harmonia, são um resumo de Riga, em termos arquitetônicos.
Outro ponto delicioso da cidade é a praça onde fica localizado o maior símbolo de Riga: o gato esculpido no telhado da Casa dos Gatos. 



Qualquer souvenir de Riga trará esse gatinho estampado. Na realidade são dois gatos, que trazem uma carga histórica bastante significativa. A casa fica de frente para a Grande Guilda e quando seu dono, um mercador, tentou ingressar na sociedade, não foi aceito por ser letão. Naquela época, antes da Primeira Guerra, somente alemães eram aceitos na guilda. Foi então que ele instalou em seu telhado os dois gatos, virados de costas para a Guilda. Quando finalmente foi aceito na sociedade, os gatos foram virados de frente.
A história deve ter um significado importante para o país, mas para mim o prédio é o de menos. A praça onde ele está localizado sim é, mais uma vez, perfeita. Como tudo em Riga, é o conjunto que faz a diferença.


E o bom mesmo na capital letã é caminhar sem rumo, se perdendo pelas ruas da cidade velha. Cada rua, mesmo as menos turísticas, reserva uma surpresa. Todas são puro charme. Além disso, a cidade é lotada de cafés, restaurantes e lojinhas super interessantes. A vontade que se tem é de não ir embora nunca mais.



Depois de percorrer a cidade velha e tudo o que ela oferece, não deixe de visitar o bairro Art Nouveau. Os prédios são belíssimos, muito bem conservados, e ostentam detalhes incríveis em sua fachada. Fascinante!




Vale lembrar que a Letônia acaba de entrar na zona do euro. Isso significa mais gente visitando o país e preços mais caros. Portanto, corra para a Letônia. Você não vai se arrepender.

7 comentários:

  1. Seus posts estão me matando de saudade, Flavia! Riga é mesmo linda e uma delícia de ser conhecida a pé. O Museu da Ocupação é muito bom. Ele me ajudou muito a entender a história dos Países Bálticos e me fez admirá-los ainda mais. Também sou apaixonada pelas igrejas ortodoxas! E é claro que eu trouxe uma miniatura do gatinho de lembrança de lá. ;-)

    ResponderExcluir
  2. Amei o post! Deu uma vontade de mudar... :)

    ResponderExcluir
  3. Que lugares lindos!!!Realmente dá vontade de conhecer pessoalmente!!
    Flávia,quanto tempo durou a viagem de vocês?Já fiquei interessada...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Marina. É realmente muito bonito e interessante. Vale muito a pena. Eu amei. Fiquei 8 dias nos Bálticos, de carro. Depois fiquei mais uma semana na Rússia. Achei o tempo suficiente para conhecer as atrações, mas tive vontade de ficar mais tempo em Riga, onde só tive dois dias. Abs.

      Excluir
    2. Obrigada,Flávia.Foram destinos que eu não tinha pensado em conhecer e que agora estão na minha lista de prioridades.rs Espero realizar uma viagem tão gostosa quanto a sua.Abs!

      Excluir
    3. Com certeza será maravilhosa. Se precisar de alguma coisa, avisa aqui! abs

      Excluir