9 de nov de 2013

Marrakech: o que fazer




Marrakech é uma cidade única no mundo, que reúne ares cosmopolitas e tradições intocadas da cultura marroquina.
Conhecida como a cidade vermelha (dizem que foi toda pintada nessa cor para disfarçar a sujeira decorrente da poeira), tinha tudo para ser uma cidade pálida e monocromática, mas, ao contrário, é uma cidade viva e colorida.
Marrakech está dividida em duas partes bastante diferentes: a cidade nova, onde se encontram restaurantes badalados, hotéis luxuosos, lojas de marcas internacionais e tudo o que qualquer grande cidade ocidental possui, e a medina, cidade antiga, cercada por quilômetros de muralhas, com seus portais de entrada, ruelas estreitas e labirínticas e becos que despertam a curiosidade dos mais indiferentes. É na medina que está o que Marrakech tem de melhor, onde se encontram a maioria das atrações turísticas e onde permanecem preservados os hábitos e tradições da cultura marroquina.
Os becos da medina reservam grandes surpresas
O turismo em Marrakech tem crescido a cada ano, com investimentos pesados do governo e de grandes redes internacionais de hotéis de luxo. Boa parte do sucesso de Marrakech como pólo turístico deve-se à sua localização muito próxima à Europa, ao mesmo tempo em que são mantidas as características de uma cidade norte-africana, com todo o seu charme e exotismo.
Muita gente vai para a cidade buscando luxo e badalação, mas eu acredito que o que realmente merece atenção em Marrakech é aquilo que ela tem de mais exclusivo: a medina.
Bem vindo à medina de Marrakech, um lugar único no mundo
A reação normal de qualquer ocidental que entre pela primeira vez na medina provavelmente será de estranhamento ou até mesmo de repúdio.
Primeiro, porque não é um lugar bonito. É claro que beleza não tem nenhuma importância em um lugar tão fenomenal, mas no primeiro contato com os olhos, a cidade pode não agradar.
Segundo, porque existe muita pobreza dentro da medina e isso não pode e nem deve ser apreciado como atração turística, em nenhum lugar do mundo.
Terceiro, porque o modo de vida na medina é completamente diferente do nosso. Não há calçamento, há bastante sujeira, tudo é muito desorganizado, e os açougues...ahhh os açougues. Você vai precisar ver, para entender.
O cotidiano da medina em uma área pouco turística. Não é beleza que se procura em Marrakech
Por fim, em quarto lugar, porque a medina é extremamente caótica. O trânsito em suas ruas apertadas é uma verdadeira loucura, com motos andando em todas as direções e buzinando para afastar os pedestres a qualquer custo. Andar pelas ruas é bastante estressante e a chance de você ser atropelado pelo menos uma vez é altíssima. Isso é engraçado, mas às vezes pode ser chato. Fato é que, se você vai pra Marrakech, precisa estar preparado para lidar com o caos do trânsito da medina, se não, sua viagem será um inferno.
Sai da frente, se não eu passo por cima
Quando adentrei por um dos portais e caminhei pela primeira na Medina, a sensação que tive é de que havia sido transportada por uma máquina do tempo para alguma época remota da história. Não conseguia acreditar no que via diante dos meus olhos, que pessoas ainda hoje pudessem viver daquela forma, com aquelas roupas e naquelas condições. Tudo é muito diferente do que estamos acostumados e somente estando lá é possível saber exatamente o que isso significa. Para mim foi um verdadeiro êxtase, pois quando viajo é justamente isso que procuro: quanto mais diferente do meu contexto, melhor.
Outra coisa que você precisa estar preparado para aguentar em Marrakech, além do trânsito, é a abordagem agressiva dos vendedores e marroquinos mais espertinhos. Disse em outro post que lá eles vendem até bom dia, e é por aí mesmo. O povo marroquino é muito simpático e muito hospitaleiro, mas raramente eles serão simpáticos com um turista sem esperar nada em troca. Enquanto estão sendo simpáticos, tudo bem... o problema é quando são chatos, insistentes e às vezes intimidadores. São muitos os golpes famosos por lá e infelizmente caímos em um. Foi chato e deu uma baita sensação de insegurança, portanto, é preciso ficar esperto pra não se chatear e deixar que isso atrapalhe sua viagem.
A essa altura você provavelmente deve estar pensando: é possível gostar de um lugar assim? E eu respondo: difícil é não se apaixonar por Marrakech! 
Só para resumir, esse é um dos lugares mais marcantes pelo qual passei (nos 41 países que visitei) e está entre as top 5 viagens preferidas da minha vida. Ou seja, que se dane o belo e o comum: Marrakech é foda!!!
Esta é uma cidade única, exclusiva, excêntrica, carregada de história, cultura, sabores, sons e personagens inusitados que inundam de cor a cidade monocromática. E além disso, Marrakech tem a praça Djemaa el Fna, que por si só já vale a ida para o Marrocos. Portanto, prepare seu espírito, abra sua alma, e vá de cabeça aberta para viver o que Marrakech tem de melhor, deixando a parte chata como um mero detalhe da viagem.

Boa parte de sua estadia em Marrakech se concentrará na famosa praça Djemaa el Fna, o coração da cidade. Essa é a praça mais louca do mundo: um palco a céu aberto, onde você encontrará atrações inimagináveis, como encantadores de cobras, adestradores de macacos, lutadores e suas apostas, vendedores de todo o tipo e muitas especiarias e comida.
A praça merece ser visitada ao menos duas vezes, uma durante o dia e outra durante a noite. Mas não se preocupe, com certeza você passará lá por diversas outras vezes, pois todos os caminhos da medina acabam te levando para lá.
A praça de dia...
...e a noite: atrações para todos os gostos
 Durante o dia, o que se encontram são barraquinhas de suco de laranja, tatuadoras de hena, dentistas malucos que arrancam dentes no meio da praça, rodinhas de encantadores de cobra (com najas de cabeça em pé e língua pra fora), entre outras atrações bastante inusitadas. Se você não gosta de cobras, ande olhando para o chão e desviando dos engraçadinhos que insistirão em coloca-las em seu pescoço para uma foto. Quando não for uma cobra, será um macaco...


Tudo acaba sendo muito divertido, mas lembre-se, para tirar fotos é preciso pagar. Portanto, ande com alguns trocados e não seja mão de vaca.
A praça Djemaa el Fna merece várias horas de dedicação, e você com certeza não vai querer sair de lá. Uma boa opção para apreciar o local é sentar em algum dos cafés quem ficam em torno da praça, principalmente aqueles que possuem terraços panorâmicos com vista. Faça como os marroquinos: peça um delicioso chá de menta e fique apenas observando a vida passar, porque em Marrakech, ela passa de forma única.
O Café de France, um dos terraços mais disputados da Djemaa el Fna
Quando anoitece, saem as cobras e surgem as barraquinhas de comida e praça se transforma em um enorme restaurante a céu aberto. Nas barracas é possível sentar-se e descansar, comendo as iguarias locais, como cérebro de macaco, escargot ou um simples e delicioso tajine com cuscuz marroquino. Aproveite para assistir às demonstrações de acrobatas, vendedores de incenso, músicos e tudo aquilo que você nunca imaginou encontrar em um mesmo lugar! Simplesmente sensacional!
Além da praça, o melhor para se fazer em Marrakech é andar. Andar muito, por toda a medina, inclusive áreas menos turísticas, para observar sua rotina excêntrica e descobrir suas surpresas.
E tem também as compras, é claro. A cidade é famosa por seus enormes, intermináveis e coloridos souks, mercados de rua a céu aberto (embora alguns sejam cobertos) que vendem todo tipo de produto, desde artesanato até tapetes e produtos chineses falsificados. Fazer compras nos souks é uma atração à parte, pois nunca se resumirá a escolher um artigo e pagar. Comprar de um marroquino exige muito jogo de cintura e negociação... e que vença o melhor!

As cores dos souks
1 – Atrações de Marrakech
1.1   Na Medina:
Além da praça Djemaa el Fna e das caminhadas pela medina e pelos souks, Marrakech tem muitas atrações, como museus, palácios, parques e jardins. Anote aí o que é imperdível:
- A Medersa Bem Youssef, com sua deslumbrante arquitetura moura. Aliás, a arquitetura marroquina é linda, riquíssima em cores e detalhes, como nessa belíssima porta:


- Um passeio de charrete pelos 16 km de muralhas e portões da medina e também por seus arredores;

Aproveite o aluguel da charrete para conhecer os arredores da medina

- O Cyber Park, um enorme parque no centro da medina, com totens contendo computadores para acesso livre e gratuito à internet;
- O Jardin Menara, um grande terreno com oliveiras plantadas e um estanque ao meio que servia para irrigar as árvores;
- a Mesquita Koutoubia, um dos monumentos mais significativos da cidade, que, a noite fica ainda mais bonito, todo iluminado. A mesquita, entretanto, deverá ser vista somente por fora, pois não é permitida a entrada de não mulçumanos, assim como em todas as mesquitas da cidade (lembrando que, na medina, as tradições religiosas são respeitadas com muito mais rigor que na parte nova);
A grandiosa mesquita Koutoubia
- o Museu de Marrakech;
- as Tumbas Saadianas;
- o Palácio Bahia, antigo palácio real;
1.2 – Em Guéliz, a cidade nova:
Nessa área merece ser vista a estação de trem, por sua arquitetura, e os belíssimos Jardin Majorelle, que, além das plantas, possui detalhes como vasos, fontes e bancos pintados em cores vibrantes de azul e amarelo, dando muita vida e cor ao lugar. Esse jardim é um verdadeiro oásis na paisagem árida de Marrakech. O jardim foi fundado pelo pintor francês Jacques Majorelle e, após sua morte, foi comprado pelo estilista Yves Saint-Laurent, que viveu na casa ao lado do jardim. Hoje há também um pequeno museu bastante bonito em homenagem ao estilista. Além disso, na cidade nova é possível fazer compras em lojas sofisticadas e aproveitar os inúmeros cafés e restaurantes.
E estação...
E o belíssimo jardim Majorelle
2       Comprando nos Souks
Não vou enumerar aqui os souks de Marrakech, porque você com certeza irá se perder entre eles e, principalmente, dentro deles. O importante é saber o quanto esses mercados são ricos e sensacionais. Nos souks você encontrará de tudo: roupas, artesanato, ervas medicinais, especiarias, frutas secas, produtos de beleza, tapetes, couro e qualquer outro produto que você possa imaginar. E vai encontrar também, é claro, os vendedores marroquinos, com sua irritante mania de negociar.
Tudo aqui é negociado. A ideia é mais ou menos a seguinte: você vê um produto e pergunta quanto é. O vendedor dirá que custa X, o que significa que ele pretende te vender por X/2. Para isso, você precisará fazer uma contraproposta inicial de X/5. Simples não? O problema é ter coragem de dizer pro cara que você acha que o produto dele vale 20% do valor que ele pediu. Eu mesma sou péssima nisso e não dei conta de negociar nada. Meu marido até que tentou, mas perdeu a maioria das negociações...
Mas não se preocupe: negociar faz parte da cultura deles e se você aceitar de cara o primeiro preço não terá a menor graça fazer compras no Marrocos.
E uma coisa super importante: só faça uma contraproposta se realmente estiver disposto a pagar por ela. Caso o vendedor aceite, não ficará bem você não levar o produto e isso pode deixa-lo um pouco chateado e bastante agressivo. Um dia falamos em uma barraca que voltávamos depois pra ver um produto (nem chegamos a oferecer um valor). Três dias depois estávamos passando na frente ao lugar e o vendedor veio correndo pra cima da gente, perguntando porque não tínhamos voltado se falamos que faríamos isso. Enfim, acredite em mim: você não vai querer desagradar um vendedor marroquino.
Atenção apenas para não levar gato por lebre: os produtos chineses já invadiram o Marrocos. Portanto, analise bem o produto para ver sua origem.
3 – Comendo na rua
A comida do Marrocos é deliciosa e em Marrakech ela está disponível de forma abundante nas ruas, onde os marroquinos têm o hábito de comer, e também na Djemaa el Fna, nas inúmeras barracas que se instalam na praça pela noite.
Você vai encontrar maravilhas como o cuscuz marroquino, preparado nas tajines com diversos tipos de carne, e até mesmo a inusitada pastilha, uma espécie de pastel doce, polvilhado com açúcar e canela recheado de frango (isso mesmo: açúcar, canela e frango!).
Caminhado pelas ruas, contudo, você vai perceber que as condições de higiene do local passariam longe de serem aprovadas pela Anvisa: as verduras são vendidas no chão (o mesmo por onde passam as centenas de milhares de motocicletas) e os açougues...ahhh, os açougues...
Fato é que não tenho frescura pra comida e o guia que comprei falava que a comida na praça era sempre fresca, devido ao grande movimento, me encorajando bastante a comer lá. Assim, não dei ouvidos ao que o gerente do meu hotel falou e, logo no primeiro dia fui correndo para a Djemaa el Fna, sentei na primeira barraca mais apetitosa que vi e comi (um espetinho de lula) sem medo de ser feliz. 
O resultado foi desastroso. No dia seguinte tive a pior infecção alimentar da minha vida. Precisei passar a tarde no hotel e ser atendida por um médico marroquino que falava pouquíssimo inglês. Ainda fui obrigada a aceitar tomar uma injeção que até hoje não sei o que continha. Pra piorar, quando ofereci o braço para o médico ele, com um sorrisinho de canto de boca, fez um gesto de não com os dedos e bem... o resto você já pode imaginar. Melhor que isso foi só tomar várias caixas de remédio com os nomes escritos em árabe, depositando toda a confiança da minha vida (de forma literalmente cega) nas mãos daquele médico marroquino. Como o guia também falava bem dos médicos marroquinos, tive esperança de que sairia viva dessa. Graças a Deus deu certo.
Brincadeiras à parte, a coisa foi bastante séria, e eu fiquei doente por exatos oito dias, durante toda a minha estadia no Marrocos. A parte boa é que, mesmo passando mal e com todas as limitações que isso me trouxe, ainda assim amei a viagem. Mais um sinal de que o Marrocos realmente vale a pena.
Minha dica, portanto, é: quer comer na rua? Tome cuidado e saiba que pode haver consequências.
Fora isso, Marrakech tem ótimas opções de restaurantes, mas a maioria deles não fica na praça. Para se comer realmente bem, os riads são sempre ótimas opções e na área nova existem diversos restaurantes badalados e deliciosos. Os de comida marroquina, é claro, são os melhores.
4 - Comunicação
O Marrocos foi o país em que mais tive problemas para me comunicar. Não se fala inglês por lá e às vezes nem cardápio nessa língua é encontrado. Portanto, só fica realmente tranquilo quem fala árabe ou francês. Com o espanhol, especificamente em Marrakech, também é possível se virar, devido à proximidade com a Espanha e à invasão de turistas daquele país. Para negociar nos souks, uma boa opção é escrever na única língua que todo mundo lá entende: a dos números.
Negociando no souk: lances por escrito, pra não ter erro
5 – Golpes Comuns
Marrakech está lotada de turistas e de marroquinos espertinhos. O resultado disso é a existência de inúmeros e criativos golpes. Sair de lá sem cair em um vai ser quase impossível, mas a maioria deles será inofensivo.
Por exemplo: você mostra um mapa para alguém na rua, pedindo informações (isso com certeza irá acontecer, porque você com certeza ficará perdido, já que a medina é um verdadeiro labirinto). A pessoa te ajuda e de forma bastante simpática fala que vai te mostrar o caminho até a virada da próxima esquina. Alguns metros depois ela necessariamente te fará passar por dentro de alguma loja, onde alguém vai te infernizar para comprar alguma coisa.
Esse tipo de situação acontece o tempo todo em Marrakech. Aí você tem duas opções: andar olhando para o horizonte, sem virar para o lado nem de relance, sem qualquer tipo de interação com a população e livre de qualquer golpezinho barato, ou aceitar que qualquer pessoa com quem você converse tentará arrancar alguns trocados seus. Não gostou de nenhuma das opções: não vá para Marrakech (simples assim).
Mas infelizmente tem certos golpes que são mais chatos e esses são possíveis de serem evitados. Como eu caí, eu posso contar pra vocês. J
Apesar de ter lido infinitas vezes sobre isso e depois de ter caído em inúmeros golpezinhos baratos, caímos feito patinhos no mais básico dos golpes, o do museu fechado. Estávamos andando de bobeira, falando em português sobre um museu. Eis que passa por nós, de biclicleta, o malandro, dizendo bom dia, também em português, e vestindo uma camisa do Ronaldinho (ódiooooo). Muito solícito, perguntou se precisávamos de ajuda em um portunhol sofrível (acredito que esses golpistas são tão especializados que falam no mínimo umas 20 línguas diferentes, pra poder diversificar as vítimas). Nós, muito manés, perguntamos sobre o museu. Ele disse que naquele dia o museu não abria, nós fizemos cara de tristeza e ele disse: "por que vocês não visitam um curtume?" Uma das coisas que eu mais queria ver no Marrocos era um curtume. Claro que me empolguei. Então ele mostrou no mapa onde era o curtume e nós saímos andando. De repente passa um cara por nós e então o malandro grita: "ei ei, esse cara está indo pra lá." "Ei, cara, mostra pra eles onde é." E nós fomos. 
O cara era uma simpatia só. De fato ele nos levou para o curtume. O lugar era podre, fedorento e nojento, mas era um curtume. E, é óbvio, no fim da visita havia uma loja (sempre há uma loja no meio do seu caminho em Marrakech). Até aí, nada demais. Mas quando saímos ele exigiu uma quantia alta em dinheiro pelo serviço. Dissemos que não havíamos combinado nada, mas ele não gostou disso. Fez ameaças e foi bastante agressivo. O problema é que o curtume ficava em um local totalmente isolado da medina, não havia turistas, nem ocidentais, nem polícia, ou seja, estávamos totalmente vulneráveis. Depois de alguma resistência (do meu marido, porque eu estava desesperada e já teria dado o dinheiro na primeira solicitação) demos o dinheiro e fomos embora putos da vida. Eis que surge o porteiro do curtume, cobrando a nossa entrada no local, que não havia sido paga. 
Aí foi demais. Ficamos muito putos e falamos que já havíamos dado 50 euros pro guia fdp. Era bem menos que isso, mas falar essa quantia foi suficiente pra deixar o porteiro do curtume puto com o guia e ele saiu correndo de volta atrás do cara. O que aconteceu entre eles não sei, mas sei que o que aconteceu com a gente não foi nada bom. Não pelo dinheiro, mas pela sensação de insegurança total pela qual passamos.
Moral da história: não caia no golpe do museu fechado, não siga ninguém e não visite curtumes em Marrakech. Aqueles legais que você vê nas fotos não estão lá, mas sim em Fez.
Fora isso, lembre-se do que disse acima: não quer lidar com os golpes, não vá para Marrakech.
O curtume nojento do golpe...
Definitivamente, não valeu a pena.
Boa Viagem.
Os viajantes.


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